A experiência prática das estradas mostra que fadiga, uso de drogas e adoecimento caminham juntos na realidade do motorista profissional. O seminário “JORNADA DOS MOTORISTAS: DESAFIOS E SOLUÇÕES EM DEBATE” reforçou, com dados, que jornadas longas, pressão por prazos e descanso insuficiente criam um ambiente propício ao consumo de estimulantes para “segurar o sono”. Em 2023, 27% dos motoristas testados apresentaram uso de cocaína – um índice menor que o pico de 35% em 2015, mas ainda extremamente preocupante.
O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS?
Os especialistas destacaram que, além da fadiga, os motoristas enfrentam um conjunto de riscos ocupacionais como postura prolongada e inadequada e elevado estresse físico e emocional. Esse cenário aumenta a probabilidade de acidentes graves, mas também de adoecimento crônico, afastamentos e aposentadorias precoces.
AS POSSÍVEIS SOLUÇÕES
Para as empresas de transporte, a mensagem central é clara: cuidar da saúde do motorista é uma estratégia direta de redução de risco e de passivo. Isso passa por organizar melhor a jornada, garantir períodos reais de descanso, desencorajar o uso de estimulantes, fortalecer o PCMSO e os exames periódicos (inclusive por meio de parcerias para alcançar motoristas autônomos ou agregados). Investir em saúde, portanto, não é apenas cumprir a lei, mas proteger vidas, preservar a frota e dar sustentabilidade ao negócio no longo prazo.
BGF | DEZ 2025